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22 de nov. de 2015

A vibração dos santos nas religiões espiritualistas


                "Como sou um espírito que trabalha na linha dos semirombas, dentro da Umbanda, trabalho não diretamente com as forças dos Orixás. Essa linha trabalha para com os denominados santos católicos, que para as crenças espiritualistas, não é tão válida essa ideia de canonização feita pelos encarnados, pois há santos que não foram canonizados e outros que alegam ser santos que estão perdidos no Umbral.
                Porém, existem santos, que realmente são espíritos de grande luz, com um pulso firme o bastante para guiar toda uma falange, uma falange crística, que transcende religiões, por mais que venham plasmados como antigos padre, freis, monges e irmãs, podem ser vistos em todas as religiões que permitem a presença e a comunicação entre encarnados e espíritos que já fizeram a passagem. Espíritos esses como o de São Francisco de Assis, São Benedito, São Sebastião, Santa Rita de Cássia, Santa Bárbara... entre outros. Não os consideramos como santos, consideramos eles como professores dos professores menores que ainda conseguem descer na Terra, já que eles em si já não conseguem descer para vosso mundo, por terem corpos sem muita densidade e grande luz.
                São Francisco de Assis é o padroeiro de todos os semirombas, da mesma maneira que todos os caboclos são de Oxóssi. Porém, o espírito pode desejar se apoiar em outra linha que ensina outras práticas. Por exemplo: o santo já citado traz para nós a vibração de fé, caridade e vontade de aprender/ensinar em nome de Cristo, mas eu também tenho afiliação com a linha de São Lázaro, pois ele traz o poder da cura, o trato para com os irmãos desencarnados perdidos e também o cuidado com nossos irmãos animais. Mas qualquer espírito pode vir na falange dos semirombas, como um preto-velho, um caboclo, um exu e até espíritos que não tem filiação com as crenças umbandista, contanto que trabalhe na luz, com fé e sendo crístico, com uma crença que abrace outras crenças, sem julgamentos, só amor.
                A força dessa falange vibra em energias de cura, amor e fé, como a maioria dos santos. Temos a obrigação de reproduzirmos o sacramento da confissão dentro das crenças espiritualistas, para que além de ficar com o coração leve por meio de práticas de caridade, receba um abraço fraterno que, às vezes, nem em casa recebe, com palavras de amor e um suave beijo na testa.
                A presença dos santos nesses trabalhos é muito sútil, ás vezes, até imperceptível, trazendo descrença, já que as os fluidos deles são leves e densos, sendo sentidos somente por aquele que esteja totalmente de coração aberto para ouvir a palavras de Deus, trazidas por Cristo, reproduzidas pelos santos e ensinadas para os falangeiros que agora falam com eles por meio de médiuns que devem estar bem estudados e bem preparados, pois essa linha é maravilhosa, mas se descuidar-se por um momento cai tudo, pois a ideia é ser uma falange crística, mas de vez em quando vem espíritos católicos extremistas que somente vem para derrubar as crenças espiritualistas onde ele se encontra “incorporado”. Nossos irmãos mais evoluídos, seriam como nossos advogados, que, quando encontram um lugar de paz e fé, já se agregam ali, logo, nos trazem juntos. São de grande conhecimento e humildade e prezam que seus falangeiros sejam assim também. Vibrando em todas as crenças, mas só em algumas tendo a chance de participar de maneira mais forte, por meio da palavra, da mesma maneira que Cristo trouxe sua palavra e curou tantos irmãos tão somente para mostrar a força do amor, criada por Deus, mostrada por Cristo, reproduzida pelos santos e ensinada para os falangeiros em processo de estudo como quem vos fala agora, por meio de um médium, também em processo de estudos e evolução.
                Que nosso Senhor Deus, junto de Cristo, e de seus espíritos de maior grau de evolução, traga ensinamentos para todos aqueles que desejarem estudar, para assim trabalhar nessa maravilhosa crença espiritualista, para então, enfim evoluir nessa breve caminhada, enquanto eternos na existência.
                Abençoada seja nossa missão,

                Frei Francisco do Divino Amor."

"sentidos somente por aquele que esteja totalmente de coração aberto para ouvir a palavras de Deus, trazidas por Cristo, reproduzidas pelos santos e ensinadas para os falangeiros que agora falam com eles por meio de médiuns que devem estar bem estudados e bem preparados"



Que seus mentores, guias e Orixás te abençoem e te iluminem. 
Abraços e orações,
 Druida.

19 de nov. de 2015

Meninos

"Vou campo
No campo tem flores
As flores tem no mel.
Mais anoitinha,
Estrelas no céu,
No ceú,  no céu
O céu da boca da onça é escuro,
Não cometa, não cometa
Não cometa furo.
Pimenta malagueta não é pimentão
tão, tão
Vou pro campo
Acampar no mato,
No mato tem pato,
Gato,
Carrapato,
Canto de Cachoeira
Dentro d' água
Pedrinhas redondas
Quem não sabe nadar não caia nessa onda
Que a cachoeira é funda
E afunda

Não sou tanajura,
Mas eu crio asas,
Com os vaga-lumes eu quero voar,
Voar, voar...
O céu estrelado hoje é a minha casa
Fica mais bonito quanto tem luar,
Luar, luar.

Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá
Queremos, queremos, queremos
Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá.

Dizem que verrugas são estrelas
Que a gente aponta,
E a gente conta
Antes de dormir,
Dormir, dormir...
Eu tenho apontado,
Mas não tem nascido.
Isso é história de nariz comprido.
Deixe de mentir,
Mentir, mentir...
O sete anões,
Pequeninos,
Sete corações,
De menino,
E a alma leve,
Leve, leve...
São folhas e flores ao vento
Um sorriso e um sentimento.
A branca de neve,
Neve, neve...

Não sou tanajura,
Mas eu crio asas,
Com os vaga-lumes eu quero voar,
Voar, voar...
O céu estrelado hoje é a minha casa
Fica mais bonito quanto tem luar,
Luar, luar.

Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá
Queremos, queremos, queremos
Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá.
Queremos, queremos, queremos
Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá.

Sabiá fugiu do terreiro.
Foi cantar no abacateiro
E a menina vive a chamar
Vem cá sabiá vem cá
Vem cá sabiá vem cá."

"Esse ponto bonitinho, traz uma bela descrição dos curumins e das crianças que gostam de visitar os tios que trabalham em casa umbandistas. Vamos começar pela parte:"Dizem que verrugas são estrelas/Que a gente aponta,/E a gente conta/Antes de dormir,/Dormir, dormir.../Eu tenho apontado,/Mas não tem nascido./Isso é história de nariz comprido.". Nesse trecho vemos a curiosidade da criança e sua sabedoria intrínseca, herdada de suas outras vidas aqui, ainda muito forte para sua nova caminhada. Os adultos nos dão limites e acabamos quebrando, não por quebrar, mas porque não nos é explicado o porquê não podemos fazer, ou a explicação é muito absurda. Logo que descobrimos, desafiamos os adultos, que por mais que sejam mais velhos na vida, nossas almas ainda lembra de outras vidas, vagamente, mas mesmo assim é mais sábia que certas psique aqui.

"Não sou tanajura,/ Mas eu crio asas,/Com os vaga-lumes eu quero voar,/Voar, voar.../O céu estrelado hoje é a minha casa/Fica mais bonito quanto tem luar,/Luar, luar." um belo refrão para esse ponto, aqui entre várias alegorias, vemos sobre a liberdade da nossa linha (Erê e Curumim), a vontade de estar próximos a natureza e assim com Deus, além também de fazer uma referência de já sermos espíritos desencarnados que moram no "céu" e um certo tipo de adoração a Iemanjá em sua força mais misteriosa e mágica, a Lua. Que banha a morada dos espíritos com todo seu esplendor.

No final já situa quem canta esse ponto, trata-se de um ponto de Umbanda que evoca forças de erê e curumim com a inocência, a liberdade, alegria, juventude, sabedoria e uma fala melodiosa, semelhante a um pássaro."Sabiá fugiu do terreiro./Foi cantar no abacateiro/E a menina vive a chamar/Vem cá sabiá vem cá/Vem cá sabiá vem cá."

Mensagem trazida em união com nossos queridos irmãos Erê Carlinhos dos ventos e Curumim Curió.

"Não sou tanajura,/ Mas eu crio asas,/Com os vaga-lumes eu quero voar,/Voar, voar.../O céu estrelado hoje é a minha casa/Fica mais bonito quanto tem luar,/Luar, luar."



"Dizem que verrugas são estrelas/Que a gente aponta,/E a gente conta/Antes de dormir,/Dormir, dormir.../Eu tenho apontado,/Mas não tem nascido./Isso é história de nariz comprido."


Que seus mentores, guias e Orixás te abençoem e te iluminem. 
Abraços e orações,
 Druida.
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