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19 de nov. de 2015

Meninos

"Vou campo
No campo tem flores
As flores tem no mel.
Mais anoitinha,
Estrelas no céu,
No ceú,  no céu
O céu da boca da onça é escuro,
Não cometa, não cometa
Não cometa furo.
Pimenta malagueta não é pimentão
tão, tão
Vou pro campo
Acampar no mato,
No mato tem pato,
Gato,
Carrapato,
Canto de Cachoeira
Dentro d' água
Pedrinhas redondas
Quem não sabe nadar não caia nessa onda
Que a cachoeira é funda
E afunda

Não sou tanajura,
Mas eu crio asas,
Com os vaga-lumes eu quero voar,
Voar, voar...
O céu estrelado hoje é a minha casa
Fica mais bonito quanto tem luar,
Luar, luar.

Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá
Queremos, queremos, queremos
Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá.

Dizem que verrugas são estrelas
Que a gente aponta,
E a gente conta
Antes de dormir,
Dormir, dormir...
Eu tenho apontado,
Mas não tem nascido.
Isso é história de nariz comprido.
Deixe de mentir,
Mentir, mentir...
O sete anões,
Pequeninos,
Sete corações,
De menino,
E a alma leve,
Leve, leve...
São folhas e flores ao vento
Um sorriso e um sentimento.
A branca de neve,
Neve, neve...

Não sou tanajura,
Mas eu crio asas,
Com os vaga-lumes eu quero voar,
Voar, voar...
O céu estrelado hoje é a minha casa
Fica mais bonito quanto tem luar,
Luar, luar.

Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá
Queremos, queremos, queremos
Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá.
Queremos, queremos, queremos
Queremos acordar com os passarinhos,
Cantar uma canção com o sabiá.

Sabiá fugiu do terreiro.
Foi cantar no abacateiro
E a menina vive a chamar
Vem cá sabiá vem cá
Vem cá sabiá vem cá."

"Esse ponto bonitinho, traz uma bela descrição dos curumins e das crianças que gostam de visitar os tios que trabalham em casa umbandistas. Vamos começar pela parte:"Dizem que verrugas são estrelas/Que a gente aponta,/E a gente conta/Antes de dormir,/Dormir, dormir.../Eu tenho apontado,/Mas não tem nascido./Isso é história de nariz comprido.". Nesse trecho vemos a curiosidade da criança e sua sabedoria intrínseca, herdada de suas outras vidas aqui, ainda muito forte para sua nova caminhada. Os adultos nos dão limites e acabamos quebrando, não por quebrar, mas porque não nos é explicado o porquê não podemos fazer, ou a explicação é muito absurda. Logo que descobrimos, desafiamos os adultos, que por mais que sejam mais velhos na vida, nossas almas ainda lembra de outras vidas, vagamente, mas mesmo assim é mais sábia que certas psique aqui.

"Não sou tanajura,/ Mas eu crio asas,/Com os vaga-lumes eu quero voar,/Voar, voar.../O céu estrelado hoje é a minha casa/Fica mais bonito quanto tem luar,/Luar, luar." um belo refrão para esse ponto, aqui entre várias alegorias, vemos sobre a liberdade da nossa linha (Erê e Curumim), a vontade de estar próximos a natureza e assim com Deus, além também de fazer uma referência de já sermos espíritos desencarnados que moram no "céu" e um certo tipo de adoração a Iemanjá em sua força mais misteriosa e mágica, a Lua. Que banha a morada dos espíritos com todo seu esplendor.

No final já situa quem canta esse ponto, trata-se de um ponto de Umbanda que evoca forças de erê e curumim com a inocência, a liberdade, alegria, juventude, sabedoria e uma fala melodiosa, semelhante a um pássaro."Sabiá fugiu do terreiro./Foi cantar no abacateiro/E a menina vive a chamar/Vem cá sabiá vem cá/Vem cá sabiá vem cá."

Mensagem trazida em união com nossos queridos irmãos Erê Carlinhos dos ventos e Curumim Curió.

"Não sou tanajura,/ Mas eu crio asas,/Com os vaga-lumes eu quero voar,/Voar, voar.../O céu estrelado hoje é a minha casa/Fica mais bonito quanto tem luar,/Luar, luar."



"Dizem que verrugas são estrelas/Que a gente aponta,/E a gente conta/Antes de dormir,/Dormir, dormir.../Eu tenho apontado,/Mas não tem nascido./Isso é história de nariz comprido."


Que seus mentores, guias e Orixás te abençoem e te iluminem. 
Abraços e orações,
 Druida.

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